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Men at Work faz karaokê oitentista em São Paulo. Crédito da foto: JP Lima

Men at Work faz karaokê oitentista em São Paulo

Na última quarta-feira (6 de maio), o Men at Work voltou a São Paulo e abriu, de maneira empolgante, sua passagem de seis shows pelo Brasil. Nos próximos dez dias, a banda ainda passará por Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Uma pequena maratona de shows a cada dois dias. Colin Hay, único membro original, trouxe uma competente banda para relembrar todos os sucessos que dominaram as paradas do mundo na primeira metade dos anos 80.

O show foi parecido com o realizado por aqui em 2024, no mesmo Vibra São Paulo. Desta vez, o público parecia ainda mais animado e participativo. A banda tocou praticamente todas as músicas dos dois primeiros álbuns (Business as Usual e Cargo), além dos maiores sucessos do terceiro e último registro de estúdio (Two Hearts).

Na primeira parte, Colin Hay incluiu músicas do seu trabalho solo e aqueceu o show de vez com “Into My Life”, música que fez um sucesso estrondoso aqui no Brasil quando foi incluída na trilha sonora da novela Rainha da Sucata, de 1990. No alto dos seus 72 anos, Colin Hay segue com a voz impecável e, generoso, deu espaço para os músicos da banda terem seus momentos de protagonismo. Jimmy Branly (bateria), San Miguel Perez (guitarra), Yosmel Montejo (baixo), Rachel Mazer (saxofone, flautas e teclados) e Cecilia Noël (backing vocals) deram um “caldo” latino à pegada inconfundível da maior banda australiana que esse escritor pitaqueiro conhece (AC/DC não conta porque é mais do que uma banda. É simplesmente o maior espetáculo da Terra).

A apresentação esquentou de vez com a fenomenal “Everything I Need”, que ficou sanduichada entre as levadas reggae de “Blue For You” e “Catch a Star”. Daí para frente, uma sequência de músicas dos dois primeiros álbuns tomou conta do repertório e ganhou de vez a voz do público. Em “Overkill”, Hay atinge os agudos da segunda parte da canção como se ainda estivesse nos anos 80. Uma aula vocal.

A carismática peruana Cecilia Noël assume os vocais em “Helpless Automaton” para dar um descanso à voz do seu marido. Mas Colin Hay havia guardado algumas de suas melhores cartas para o final. E o público também estava disposto a transformar o local em um grande karaokê, que explodiu de vez com “It’s a Mistake” e não parou mais.

Em “Who Can It Be Now?”, as vozes de Hay e do público fizeram um “duelo” incrível com a saxofonista Rachel Mazer. O saudoso Greg Ham, fundador da banda morto em 2012, ficaria orgulhoso da sua substituta. Para finalizar o espetáculo, o grupo tocou “Down Under”, espécie de hino informal da Austrália, e saiu do palco após cerca de duas horas com “Be Good Johnny”, deixando aquela clara sensação de que o Men at Work poderia ter sido ainda mais reconhecido caso não tivesse interrompido seu trabalho ainda em 1985, há mais de 40 anos.

Setlist

Touching the Untouchables
No Restrictions
Broken Love (Colin Hay Band)
Come Tumblin’ Down (Colin Hay Band)
Can’t Take This Town (Colin Hay Band)
Down by the Sea
Into My Life (Colin Hay Band)
I Can See It in Your Eyes
Looking for Jack (Colin Hay Band)
Upstairs in My House
Blue for You
Everything I Need
Catch a Star
No Sign of Yesterday
The Longest Night
Underground
Dr. Heckyll & Mr. Jive
Overkill
Helpless Automaton
It’s a Mistake
Who Can It Be Now?
Down Under
Be Good Johnny

Texto por: Claudio Longo
Crédito da foto: JP Lima

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