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ENHYPEN transforma estreia em São Paulo em um marco na própria história

ENHYPEN transforma estreia em São Paulo em um marco na própria história

O ENHYPEN levou seis anos para chegar ao Brasil. Para os Engenes brasileiros, a espera parecia bem maior.

A noite do último sábado (4), no Nubank Parque já parecia especial antes mesmo do primeiro VCR aparecer nos telões. O motivo: o grupo fazia sua estreia na América Latina justamente no centésimo show da carreira, diante do maior público que já reuniu desde o debut.

Formado em 2020 pelo reality I-LAND, o ENHYPEN cresceu em uma velocidade rara até mesmo para os padrões do K-pop. Em apenas seis anos, acumulou milhões de álbuns vendidos, colocou seis trabalhos entre os dez primeiros da Billboard 200 e consolidou uma presença mundial que transformou a turnê Blood Saga em uma das mais aguardadas do ano. Ainda assim, havia uma lacuna evidente: o encontro com a América Latina.

São Paulo acabou sendo o cenário perfeito para preencher esse capítulo.

Os Engenes fizeram a espera valer a pena

Quem chegou cedo ao estádio percebeu que o show começava muito antes do horário marcado. Os arredores do Nubank Parque foram tomados por Engenes carregando lightsticks, distribuindo “freebies” (brindes produzidos pelos próprios fãs) e encontrando amigos que, muitas vezes, só se conheciam pela internet. É uma tradição das grandes turnês de k-pop.

O Brasil já aparecia há anos entre os mercados mais ativos do ENHYPEN fora da Ásia. Campanhas nas redes sociais, projetos organizados por fanbases e pedidos constantes para incluir o país nas turnês ajudaram a construir uma relação antes mesmo da primeira visita acontecer.

Blood Saga encontra sua maior plateia

As luzes se apagaram e bastaram poucos minutos para entender que aquele público conhecia cada detalhe do que estava por vir. Fan chants sincronizadas, refrões cantados em coreano e uma arena inteira acompanhando as coreografias transformaram o show em uma experiência coletiva. O mar de lightsticks praticamente virou parte da cenografia da era Blood Saga.

Ao longo de quase três horas, o ENHYPEN alternou momentos de grande impacto visual com interações que aproximavam ainda mais o grupo da plateia. As trocas de figurino, que poderiam quebrar o ritmo da apresentação, acabaram funcionando como mais uma oportunidade de manter os Engenes envolvidos por meio de desafios, karaokês e brincadeiras exibidas nos telões. Em nenhum momento a energia caiu.

E talvez esse tenha sido o aspecto mais impressionante da noite. Mesmo diante de uma produção grandiosa, com VCRs, efeitos especiais e uma narrativa visual bastante elaborada, o que mais chamava atenção era a troca constante entre palco e plateia. Havia uma sensação genuína de surpresa estampada no rosto dos integrantes a cada nova resposta do público brasileiro. O que é engraçado porque, mesmo antes de chegarem ao Brasil, os integrantes já se mostravam bem ansiosos porque sabiam que seria histórico, devido à fama dos brasileiros de serem o melhor público (é real, né?), mas ainda assim eles conseguiram se surpreender.

@popcorelab

Que show foi esse? O Enhypen entregou TUDO em sua primeira vez no Brasil! #enhypen #enhypensaopaulo #enhypenbroughttheheatback

♬ som original – Pop Core Lab | Música e Cinema

Quando o Brasil entra para o roteiro do show

O ENHYPEN claramente não tratou o Brasil como apenas mais uma parada da turnê.

Sunghoon levou ao palco sua versão em funk de “Knife” e comemorou a oportunidade de finalmente apresentá-la em um país onde o gênero nasceu. Sunoo arrancou gritos imediatos ao cantar um trecho de “Arrependidaço”, de Ferrugem, depois de já ter surpreendido os fãs com o cover nas redes sociais dias antes da viagem. Ni-ki e o grupo ainda ressaltaram que estavam torcendo pelo Brasil na Copa. São gestos pequenos quando vistos isoladamente, mas que, reunidos ao longo da noite, mostram o porquê de grupos de k-pop terem tanta proximidade com o fandom.

Um fim que, na verdade, parecia um começo

Quando o show chegou ao fim, ainda havia uma última surpresa.

O telão voltou a acender para revelar, pela primeira vez, uma prévia de “Welcome Bloody Paradise”, faixa que integra o próximo álbum do grupo, previsto para agosto. Coube justamente ao público brasileiro conhecer o início dessa nova era antes de qualquer outro lugar do mundo.

O centésimo show da carreira terminou olhando para frente. A estreia no Brasil deixou de ser apenas uma promessa cumprida aos fãs e passou a ocupar um lugar permanente na trajetória do ENHYPEN.

Quando eles voltarem e, depois da resposta dos Engenes brasileiros, é difícil imaginar que isso demore muito, São Paulo já não será lembrada apenas como a cidade da primeira visita e sim como o lugar onde o grupo viveu o maior público de sua história e descobriu, na prática, que algumas esperas realmente valem a pena.

O Nubank Parque confirma sua vocação para o K-pop

A passagem do ENHYPEN também fortalece uma história que o próprio Nubank Parque vem construindo nos últimos anos.

Antes deles, a arena já havia recebido BTS, ATEEZ e TWICE. Com o sexteto, o espaço amplia uma sequência que ajuda a consolidar São Paulo como uma das principais portas de entrada das grandes turnês de k-pop na América Latina. Hoje, quando uma nova excursão mundial é anunciada, o público brasileiro já não pergunta se existe espaço para receber esses artistas. A expectativa passou a ser apenas quando eles voltam.

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