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“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, concorre ao Urso de Ouro em Berlim

Após oito anos longe do Festival de Berlim, Rodrigo Santoro marca sua volta à prestigiada mostra alemã com o filme “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro. A produção brasileira é uma das concorrentes ao Urso de Ouro, colocando o país de volta à disputa principal do festival cinco anos após sua última indicação.


Uma reflexão sobre o etarismo

No filme, Santoro interpreta um dos personagens centrais da distopia dirigida por Gabriel Mascaro. “O Último Azul” retrata uma sociedade marcada pelo etarismo, ambientada em uma cidade industrial na Amazônia. A trama acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos, que enfrenta um exílio compulsório em uma colônia habitacional destinada a idosos, enquanto busca realizar um último desejo antes de sua partida.

Para dar vida ao personagem, Santoro realizou uma imersão no Amazonas, reforçando seu compromisso com interpretações autênticas. “A seleção de ‘O Último Azul’ para Berlim é uma prova do poder do cinema brasileiro independente. É uma alegria participar de um projeto que carrega uma mensagem tão potente”, declarou o ator.


Rodrigo Santoro: carreira e conquistas

Aos 49 anos e com 70 projetos audiovisuais no currículo, Santoro é um dos atores brasileiros mais reconhecidos internacionalmente. Ele coleciona prêmios e participações em festivais como Cannes e Veneza. Sua trajetória inclui desde clássicos do cinema nacional, como “Bicho de Sete Cabeças”, até sucessos internacionais, como a série “Westworld” e os filmes “300” e “Simplesmente Amor”.

Seu retorno a Berlim reforça a relevância de sua carreira e o compromisso com narrativas profundas e transformadoras, como já demonstrado em obras como “7 Prisioneiros” e “Carandiru”.


Gabriel Mascaro e a relevância de “O Último Azul”

Gabriel Mascaro, conhecido por filmes como “Boi Neon” e “Divino Amor”, é um dos diretores brasileiros de maior destaque na atualidade. Em “O Último Azul”, ele explora a relação da sociedade com o envelhecimento e a exclusão dos idosos em um contexto de ficção distópica, com locações deslumbrantes na região amazônica.

A presença do filme em Berlim reforça a posição do Brasil como um expoente no cinema autoral e político.


Próximos passos de Rodrigo Santoro

Além de “O Último Azul”, Santoro está envolvido em dois projetos promissores: “Corrida dos Bichos”, de Fernando Meirelles e Ernesto Solis, e “O Filho de Mil Homens”, de Daniel Rezende. Ambos prometem ampliar ainda mais a rica filmografia do ator.

Com uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo impacto de suas escolhas, Santoro segue como um dos maiores representantes do cinema brasileiro no exterior.

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