Hyde faz show histórico no Carioca Club em São Paulo
O último domingo (14) marcou o reencontro entre Hyde e seus fãs brasileiros em um show histórico no Carioca Club, em São Paulo. Com ingressos esgotados, a apresentação fez parte da turnê mundial [INSIDE] LIVE, que divulga o álbum mais recente do artista, HYDE [INSIDE], lançado em 2024.
Considerado um dos maiores nomes do rock japonês, Hyde mostrou por que mantém esse status ao longo de décadas. Sua presença marcante, combinada com a potência vocal característica, encontrou o equilíbrio perfeito com a banda de apoio. Usando máscaras, os músicos criaram uma atmosfera sombria e intensa, mas ao mesmo tempo carismática, intensificando a teatralidade que dominou todo o espetáculo.
O setlist uniu sucessos de diferentes fases da carreira com músicas do álbum atual. Canções como “6or9” incendiaram a pista e fizeram os fãs cantarem em uníssono, enquanto faixas mais recentes mostraram a força da nova fase de Hyde. Entre os momentos mais marcantes estiveram “Pandora”, quando o cantor deixou o palco principal e surgiu no mezanino para interagir com o público com uma pistola d’água, “atirando” nos fãs que estavam na pista — pausa para que essa que vos escreve, orgulhosamente, dizer que foi um dos alvos — e “HONEY”, clássico do L’Arc~en~Ciel, em que Hyde desceu até a grade e se entregou nos braços dos fãs em um coro emocionante.
Além de revisitar seu próprio repertório, Hyde surpreendeu ao incluir um cover de “Faint”, do Linkin Park — banda da qual já declarou ser fã —, e um breve momento instrumental inspirado em “Raining Blood”, do Slayer, logo após os solos de Shuntaro Kado (bateria) e Yasu Nomura (guitarra), que inclusive fez um agrado ao público brasileiro e tocou o Hino Nacional na guitarra. Também apareceram músicas que marcaram colaborações e trabalhos paralelos, como “Mugen”, feita para o anime Demon Slayer em parceria com o My First Story, e “Glamorous Sky”, sucesso ligado ao live action NANA. O encerramento ficou por conta da visceral “Sex Blood Rock n’ Roll”, da época de VAMPS, que deixou a plateia em êxtase.
Em entrevista ao Pop Core Lab, Hyde revelou que não costuma roteirizar o que acontece em cena, já que enxerga sua performance como a de um ator a serviço do público. Essa espontaneidade ficou evidente: à medida que o público se entregava, Hyde respondia com ainda mais intensidade, criando uma sintonia perfeita em um encontro aguardado por dez anos.
Outro destaque da noite foi a diversidade da plateia. Entre os fãs, era possível ver a paixão pela cultura japonesa expressa de diferentes formas: roupas Lolita, camisetas de animes, correntes e peças pretas que remetiam ao rock clássico. Essa mistura refletiu o alcance do artista, que une gerações e estilos em torno de sua música.
Ao final, ficou claro que a apresentação não foi apenas um show, mas uma celebração. Hyde reafirmou sua importância como ícone do rock japonês e fortaleceu ainda mais sua relação com o público brasileiro, que saiu do Carioca Club com a certeza de ter presenciado um momento único.



