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festival polifonia emo vive em são paulo - confira a resenha

Emo Vive 2025 celebra gerações no palco do Polifonia

Festival Polifonia – Emo Vive levou emoções à flor da pele ao palco da Audio em SP, em uma jornada de seis shows e muitas memórias no sábado, 7 de junho.

A Audio foi tomada por uma atmosfera única: saudade, entrega e pertencimento definiram o clima da noite que marcou o retorno do festival Polifonia com sua edição Emo Vive 2025. Mais do que uma reunião de nomes conhecidos da cena: foi um exercício de memória afetiva e reafirmação da relevância do emo como linguagem emocional.

boasorte e Hateen: entre gerações e resgates

A boasorte abriu a noite para um público que ainda chegava, mas já se mostrava atento. Com letras que falam de afetos e vivências pessoais, a banda mostrou o fôlego da nova geração emo brasileira. Ingrid Rocha, à frente dos vocais, conduziu o show com segurança, mesmo em um palco grande, provando que há espaço para a renovação.

Logo depois, o Hateen trouxe o peso da memória. Ao optar por um repertório todo em inglês, com músicas do início da carreira, o grupo resgatou uma fase que nem todos ali viveram, mas que são de muita nostalgia para os fãs mais antigos — os famosos “emos véios” . A plateia geral reagiu com curiosidade e respeito, e a performance sólida segurou bem o clima até a transição para os nomes internacionais.

O lado sensível e o caótico: Mae e Emery

O show do Mae foi contemplativo. Tocando o álbum The Everglow na íntegra, a banda construiu um clima quase cinematográfico, silencioso e denso. Emery, por outro lado, apostou na performance enérgica — cheia de falas diretas, pulos e interação. Quando Esteban Tavares apareceu para dividir os vocais em “Walls”, a plateia foi ao delírio. Foi o momento em que emoção e catarse dividiram espaço no palco.

Anberlin: disco clássico, energia atual

Subindo ao palco depois de apresentações energéticas como a do Emery, o Anberlin manteve o clima elevado ao tocar o álbum Never Take Friendship Personal na íntegra. A escolha agradou fãs antigos, que responderam em coro a faixas como “Paperthin Hymn”, “(The Symphony of) Blasé” e a esperada “Feel Good Drag”. O show ainda incluiu sucessos como “The Resistance”, “High Stakes” e “Godspeed”, encerrando com vigor uma performance que equilibrou entrega e precisão.

O destaque ficou por conta da energia constante no palco: Matty Mullins não parava um segundo, e os instrumentistas acompanharam com intensidade. Mesmo sem longos discursos ou interações extensas, a banda construiu um vínculo direto com o público, que parecia ter esperado esse show por muito tempo.

Fresno: um tributo às origens e à trajetória

Encerrando a noite, a Fresno entregou um show cuidadosamente pensado para os fãs mais antigos. O repertório foi dedicado aos três primeiros álbuns — Quarto dos Livros, O Rio, a Cidade e a Árvore e Ciano — o que resultou em uma sequência de músicas nostálgicas e que nem sempre são tocadas ao vivo. Canções como “Stonehenge”, “Onde Está” e “Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas” foram cantadas do início ao fim por quem se manteve presente até tarde da noite.

Lucas Silveira chamou esse trecho da carreira de “o velho testamento” da Fresno, e o carinho com que a banda tratou esse material foi notável. Para além da nostalgia, a Fresno mostrou como é possível revisitar o passado com maturidade e entrega, sem perder a conexão com quem sempre esteve por perto.

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