Search for:
  • Home/
  • Notícias/
  • Alesana revive álbum The Emptiness no Carioca Club
Alesana revive The Emptiness memorável no Carioca Club

Alesana revive álbum The Emptiness no Carioca Club

Alguns discos carregam uma espécie de vida própria. Eles atravessam os anos, acumulam histórias, encontram novas gerações e continuam ecoando na memória de quem os ouviu no momento certo. Foi com esse peso afetivo que o Alesana subiu ao palco do Carioca Club no dia 28 de fevereiro, em São Paulo, para celebrar um de seus trabalhos mais marcantes: o álbum The Emptiness.

A proposta da noite era simples e, ao mesmo tempo, poderosa: executar o disco na íntegra, sem atalhos, sem cortes. Como se cada faixa fosse uma página inevitável de uma história que precisa ser contada até o fim.

Quando os primeiros acordes de “Curse of the Virgin Canvas” surgiram, o público já sabia exatamente o que estava por vir. Os mais ansiosos gritaram antes mesmo de os vocais se completassem “the emptiness will haunt you“.

O repertório seguiu a ordem do álbum. “The Artist” e “A Lunatic’s Lament” vieram logo depois, ampliando a sensação de que o tempo havia se dobrado dentro do local, que diga-se de passagem é estava bem abafado. A cada mudança de música, a temperatura subia. O momento catártico chegou em “The Murderer”, quando um mosh se abriu.

Dennis Lee, também conhecido como Danny Diablo, conduzia a noite com naturalidade, alternando gritos, melodias e momentos de interação com quem estava na grade. A presença de palco da banda mantinha o show em constante movimento: Shawn Milke e Shane Crump, por exemplo, estão sempre trocando de microfone (um em cada extremidade do palco) para executar os vocais.

Pouco antes de “The Thespian”, um breve problema técnico interrompeu o andamento do show por alguns minutos. Nada dramático, mas o suficiente para quebrar um pouco do ritmo. Dennis Lee lidou com a situação com leveza e brincou com o público, dizendo que quem acompanha os shows da banda já sabe que esse tipo de coisa acontece. O comentário arrancou risadas e manteve o clima leve enquanto a equipe resolvia a falha.

Quando a música finalmente retornou, a reação foi imediata, como se a pausa tivesse apenas acumulado energia, afinal “The Thespian” é o grande símbolo do que foi a era The Emptiness.

O encerramento do álbum veio com “Annabel”, uma das faixas mais longas e emocionais do repertório. Em determinado momento, o som diminuiu e a voz do público tomou conta do espaço. Lanternas de celular surgiram no meio da pista. O “emo véio” ficou realizado.

Depois de completar o ciclo de The Emptiness, a banda deixou o palco por um instante. O retorno veio com três músicas fora do disco, funcionando como uma espécie de epílogo para a noite. “This Is Usually the Part Where People Scream”, “Beyond the Sacred Glass” e “Apology” trouxeram diferentes fases da carreira da banda de volta ao palco.

A última delas encerrou tudo com o mesmo espírito que marcou o restante da apresentação: vozes misturadas, braços erguidos e mosh pit pra eternizar.

Leave A Comment

All fields marked with an asterisk (*) are required

Verified by MonsterInsights