Billy Idol faz São Paulo vibrar com clássicos
Billy Idol voltou a São Paulo para um show que reafirmou sua força como um dos grandes nomes do rock mundial. A apresentação, realizada no último sábado no Vibra São Paulo, fez parte da It’s a Nice Day To… Tour Again e atraiu um público que chegou de maneira gradual, mas que lotou a casa antes mesmo dos primeiros acordes do show principal.
A noite começou com Supla abrindo o palco, acompanhado pelos Punks de Boutique. No início, parecia que o espaço ficaria esvaziado, já que o público entrava em ritmo lento. Bastou alguns minutos para o cenário mudar. A plateia cresceu rapidamente enquanto o Papito entregava sua energia habitual, e muitos dos presentes aproveitaram para assistir ao show completo antes de se posicionarem para ver Billy Idol.
Clássicos, nova fase e uma banda afiada
Quando as luzes se apagaram para a entrada do cantor britânico, a casa já estava completamente tomada. A animação do público ficou evidente desde o início, com fãs de diferentes gerações distribuídos pela pista, camarotes e arquibancadas, todos prontos para viver uma noite de nostalgia e novidade ao mesmo tempo.
O setlist combinou faixas recentes do álbum Dream Into It, lançado em abril, incluindo músicas como “Still Dancing” e “77”. Esta última, parceria de Billy Idol com Avril Lavigne, une o rock característico do cantor ao pop punk da artista canadense e marcou presença na turnê como parte da nova fase do músico. Essas faixas mais atuais se entrelaçavam com sucessos dos anos 80 que moldaram a trajetória do artista, como “Cradle of Love”, “Dancing With Myself”, “Eyes Without a Face” e “Rebel Yell”, transformando o Vibra em um grande coro coletivo. A resposta do público era imediata, demonstrando o quanto essas canções continuam presentes no imaginário do rock.
A banda que o acompanha manteve o nível de energia lá em cima, com destaque natural para Steve Stevens, parceiro de longa data. Seus solos longos e precisos, incluindo o tema de Top Gun, arrancaram aplausos emocionados. Billy Morrison (guitarra), Stephen McGrath (baixo), Erik Eldenius (bateria), Paul Trudeau (teclado) e as backing vocals Kitten Kuroi e Jess Kav entregaram um desempenho sólido, dando corpo ao som e reforçando a força das composições mais antigas e mais novas.
Como “licença” para entrar por um instante na primeira pessoa, tiro um momento para registrar algo que ouvi ali, encostada na grade, enquanto o público esperava a próxima música. Dois fãs comentaram entre si que Billy Idol “só não é maior que o Prince, mas que anda lado a lado no panteão do pop e do rock”. A frase sintetiza o sentimento que dominava o ambiente: admiração quase reverencial, mas com a leveza típica de um show em que todos querem cantar, pular e se divertir.
A performance encerrou uma noite em que Billy Idol exibiu vitalidade, simpatia e um domínio de palco que poucos artistas mantêm após tantos anos de carreira. A turnê segue agora para Curitiba e, em seguida, para outros países da América do Sul, reforçando o alcance duradouro de um artista que, mesmo com novas influências e sonoridades ao redor do mundo, continua sendo sinônimo de rock em sua forma mais direta, vibrante e atemporal.
